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Durante décadas, o domingo em Itália teve um ritmo próprio. As manhãs começavam mais cedo do que o habitual, mesmo sendo o dia de descanso.
Na cozinha alguém já estava a preparar o molho. Um ragù que precisava de tempo para ganhar profundidade, lentamente, enquanto a casa acordava.
As mesas eram maiores nesse dia. Não necessariamente porque havia mais comida, mas porque havia mais pessoas. Tios, primos, amigos que apareciam sem grande aviso. Em muitas casas havia sempre um prato extra preparado para quem chegasse.
As crianças corriam entre a cozinha e a sala. Às vezes ajudavam a enrolar massa ou a arrumar os copos, outras vezes apenas observavam, aprendendo sem saber que estavam a aprender.
Depois vinha o almoço. Longo, generoso, com pausas para conversa e risos que atravessavam a tarde.
Talvez seja difícil explicar este ritual hoje. O mundo tornou-se mais rápido, as agendas mais apertadas. Mas a memória desses domingos continua viva em muitas cozinhas italianas.
Porque no fundo não se tratava apenas de comer. Tratava-se de estar juntos tempo suficiente para que a refeição se tornasse uma história.