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O tomate não nasceu em Itália. Chegou da América no século XVI, trazido por navegadores e curiosidade botânica. Durante muito tempo foi visto com desconfiança e até considerado apenas ornamental.
Mas em algum momento algo mudou.
As cozinhas italianas começaram a explorá-lo lentamente. Primeiro em molhos simples, depois em preparações mais elaboradas. Com o tempo, o tomate tornou-se parte essencial da identidade culinária do país.
Não qualquer tomate. O tomate certo.
Em Itália fala-se dele quase como se fala do vinho. Variedade, origem, maturação. Um San Marzano não é apenas um tomate. É uma geografia, um clima, um solo vulcânico que lhe dá carácter.
Talvez por isso os molhos italianos sejam muitas vezes tão simples. Um bom tomate, um pouco de azeite, alho ou manjericão e tempo suficiente para que tudo encontre equilíbrio.
Quando os ingredientes são bons, a cozinha italiana prefere não interferir demasiado.
A obsessão pelo tomate não é apenas culinária. É quase cultural. Uma pequena prova de que, às vezes, a grandeza da cozinha está em respeitar aquilo que já é perfeito.